sábado, 28 de novembro de 2009

Vygotsky

"A posição social conscientemente avaliada constitui-se na força do desenvolvimento psíquico e social. Os mecanismos funcionais como a memória, a intuição, a atenção, a sensibilidade, o interesse frente as adversidades enfrentadas conduzem a constituição de uma super resistência e a transformação da inferioridade em superioridade, a incapacidade em competência e talento..." (p. 39)
"Os imperativos sociais de desenvolvimento materializam a transformação do defeito em impulso. Contraditoriamente a educação enfraquecida pelas tendências de piedade e filantropia foi intoxicada pelo veneno da invalidez e da impotência" (p. 62)
"O adulto difere da criança pelo nível e carater de sua bagagem cultural, de sua instrução, isto é, pelo estado e pela maneira como eles medem a atividade de suas funções psíquicas. a criança difere da criança incapacitada pelo desenvolvimento de sua memória e pela maneira como memorizam, isto é, outra via e outra medida" (p. 66)
"O primitivismo é causado por uma ausência cultural, uma apropriação incompleta da linguagem e de outros instrumentos elaborados pela humanidade. Não há desenvolvimento cultural, a não ser pela utilização desses instrumentos de cultura. A língua constitui em um instrumento eficaz para as representações e expressão da vontade. A língua utiliza pensamentos, a generalização, o julgamento, a rezão, a compreensão, as atividades combinatórias... (p.72)"
(Vygotsky, L.S. Deféctologie et déficience mentale. Paris: Delachaux et Niestlé., 1994.)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Projeto que obrigaria os políticos brasileiros a matricularem seus filhos em escolas públicas de ensino básico.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º
Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e
Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados
a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de
educação básica.




Art. 2º
Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no
máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias
Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades
respectivas.
JUSTIFICAÇÃO
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação
básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da
escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para
com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação
das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo
raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de
corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas
nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se
ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a
possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para
financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –
vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores
e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-
Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de
reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de
financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84
inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de
cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros,
os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola
que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das
autoridades para com a educação pública com a conseqüente
melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de
reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos
fiscais à disposição do setor público, inclusive para a
educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de,
em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no
Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da
Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social
brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118
anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a
outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará
completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde
1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a
qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda
tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a
educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a
aprovação deste projeto.

Sala das Sessões,

Senador CRISTOVAM BUARQUE

Imagine como deve ser...


Imagine que as pessoas nunca falam diretamente com você, porém conversam sobre você na sua presença.

Imagine que as crianças debocham de você na rua e os adultos o olham e falam em voz baixa nas suas costas.

Imagine que as pessoas o tomam pelo braço e o levam pela rua sem dizer-lhe nunca onde está indo.

Imagine que a você não é permitido ir a nenhuma parte só Imagine que os professores sempre fazem perguntas tolas como "Que cor é esta?" ou " Mostra-me o teu nariz" mesmo quando você já tem 18 anos.

Imagine que as suas tentativas de fazer algo sempre são interrompidas por pessoas que fazem por você.

Imagine que está doente e ninguém se dá conta.


Imagine que você ouve as pessoas constantemente discutirem o que você pode ou não pode fazer.

Imagine que você é um adulto, porém todos se referem a você como uma criança.

Imagine que as pessoas estão sempre dizendo o que fazer, porém nunca conversam com você.

Imagine que as pessoas só esperam condutas inapropriadas de você Imagine que a você não é permitido tomar, sequer, a menor decisão pessoal.

Este é o mundo das pessoas com retardo severo, autismo e problemas de condutas.

Judith LeBlanc

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vaga para Professor com deficiêcia opõem Procuradoria e Universidade Federal de Minas

O Ministério Público Federal e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) travam na Justiça uma disputa em torno da reserva de vagas na instituição de ensino para docentes portadores de deficiência. Desde 2008, mais de 227 professores foram contratados em concursos públicos na UFMG, mas nenhuma vaga foi reservada para pessoas com deficiência.
As reservas são feitas apenas para cargos técnicos e administrativos. A UFMG diz não saber quantos dos atuais 2.376 professores da instituição são portadores de deficiência aprovados em concurso.
O reitor da universidade, Ronaldo Penna, alega ser "impossível" fazer as reservas porque há pouca oferta de vagas nos concursos para docentes, já que existe autonomia de cada um dos departamentos das 22 unidades da instituição. A universidade diz que, com a autonomia, não é possível reunir todas as contratações de professores em um único concurso, pois é preciso considerar a "especificidade de cada departamento e a área de conhecimento a ser avaliada, o que resulta, em cada caso, em número reduzido de vagas". Para a contratação de 227 professores entre 2008 e março deste ano, conforme dados da Procuradoria, foram lançados 130 editais --média de 1,7 vaga por concurso.
A lei 8.112, de 1990, assegura às pessoas portadoras de deficiência a reserva de até 20% das vagas oferecidas no concurso. O reitor diz, porém, que "invariavelmente as vagas ofertadas são inferiores a cinco [por concurso], razão pela qual fica impossibilitada a reserva de vagas para deficiente físico". A Procuradoria contra-argumenta que a fragmentação das vagas em vários editais é uma "estratégia perversa para driblar a obrigação legal", porque impede aplicar a regra matemática que assegura o direito das pessoas com deficiência à reserva destinada por lei.
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública porque sua recomendação feita em abril não foi atendida. Queria que a UFMG iniciasse imediatamente as reservas de ao menos 5% das vagas ofertadas.

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

sábado, 3 de outubro de 2009

Libras

A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América.


A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de que em Portugual usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem ítens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação.


Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa Língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção às variações praticadas em cada unidade da Federação.



* Fonte: Wikipédia







Cumprimentos; Pronomes; Verbos




video


http://www.libras.org.br/libras.php

http://www.libraselegal.com.br/

http://www.acessobrasil.org.br/libras/

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Braile

Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille. Louis Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris. Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto.

O inventor: Lois Braille


Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Louis Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo. Em 1829, publicou o seu método braille.
L. Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris.
Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo.
Em 1829, publicou o seu método. O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do tato.

A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.
L. Braille morreu de tuberculose, em 1852, ano em que seu método foi oficialmente adotado na Europa e América.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/




Alfabeto Braile




Reglete
Usada para escrever em Braile, trata-se de um método lento e pouco utilizado atualmente.




Escrita Braile



Globo Adaptado para Deficiêntes Visuais (em Braile e em alto relevo)


Máquina de escrever em Braile



http://www.laramara.org.br/portugues/index.php

http://www.fundacaodorina.org.br/

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Editorial sobre a inclusão total

Está nas mãos do ministro da Educação, Fernando Haddad, o parecer CNE-13/2009, que estabelece a matrícula obrigatória dos alunos com deficiências mentais, transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação nas classes das escolas comuns do Brasil, a partir de janeiro de 2010. Só o fato de estabelecer a obrigatoriedade já nos faz refletir se estamos vivendo numa sociedade realmente democrática. Ao elaborar o parecer, o Conselho Nacional de Educação (CNE) não considerou os interesses das famílias e das pessoas com deficiências e, em nome da inclusão, decide que o melhor lugar para a pessoa com deficiência mental é a classe comum, pondo assim as famílias, as pessoas atendidas e as entidades como meras espectadoras das mudanças que afetarão seus direitos e liberdades fundamentais. As pessoas, entidades e famílias não foram ouvidas nem opinaram sobre a decisão do CNE, unilateral.
Não se pode promover uma inclusão escolar plena a qualquer preço e por decreto, até à custa da extinção das escolas especiais do País, como se isso fosse a garantia de que as pessoas com deficiências teriam ali a verdadeira educação inclusiva. A escola especial funciona legalmente amparada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em vigor. Extingui-la não garante o sucesso da inclusão, tampouco a qualidade da educação devida às pessoas com deficiência. Segundo dados do próprio Ministério da Educação (MEC) - Censo Escolar de 2007 -, apenas 18% das escolas públicas no Brasil têm banheiros adaptados a deficientes, 12% possuem rampas e acessos adequados e só 13% oferecem salas de recursos para atendimento educacional especializado. Ora, se essas escolas não têm acessibilidade para pessoas com deficiências físicas, como atenderão ainda pessoas com deficiência visual e auditiva, que precisam de bibliotecas e materiais suficientes na linguagem Braile e professores intérpretes na linguagem Libras? E que tipo de atendimento uma pessoa com deficiência mental terá numa escola comum? Dos 25,5 milhões de pessoas com deficiências no Brasil (IBGE-2000), as Associações de Pais e Amigos do Excepcional (Apaes) do Brasil atendem menos de 400 mil. O MEC deveria conhecer melhor as escolas especiais e o tipo de atendimento que é oferecido.
O atendimento é especializado e muitas das escolas das Apaes no Paraná foram construídas com dinheiro da comunidade, sem dinheiro público. Então, por que o MEC não se torna um grande parceiro da educação especial? O discurso do CNE e do MEC é que as Apaes criam nichos segregatórios e, assim, não fazem inclusão. Discordo veementemente, pois temos dados estatísticos no Paraná, por exemplo: nos últimos cinco anos (2004 a 2008) as Apaes do Estado incluíram no ensino comum cerca de 3.984 educandos e puseram no mercado de trabalho cerca de 1.668 alunos, que foram trabalhados na educação profissional das escolas especiais mantidas pelas Apaes. Tivemos também o regresso de 394 alunos que não se adaptaram à escola comum, e isso é uma realidade não só no Paraná, mas em todo o País. As escolas especiais do Paraná são autorizadas pela Secretaria de Estado da Educação e, com professores especializados na área, têm currículo, planejamento pedagógico, projeto político-pedagógico e regimento escolar. Funcionam de forma legal. E a Constituição federal não diz que o aluno com deficiência deve estar exclusivamente na escola comum.
As escolas especiais educam para o trabalho na educação profissional, a custo zero para o governo federal - não existe nenhum financiamento ou apoio do governo na área -, as pessoas com deficiências intelectuais. Esse atendimento especializado é feito em turmas de cinco ou seis alunos, para que se possa atender às reais necessidades de cada um. Qual será a qualidade do ensino/aprendizado de alunos com deficiências intelectuais inseridos em salas do ensino comum com 30 a 40 alunos?
O MEC não conhece os resultados da educação especial realizada pelas ONGs. Seria muito bom que divulgasse amplamente todos os seus dados estatísticos e indicadores de pesquisas oficiais que demonstrem à sociedade que a inclusão na sala comum garante a aprendizagem e a participação de todos. Fazer inclusão não é só estar na escola, é oferecer atendimento educacional e total à pessoa com deficiência, desde a infância, adolescência, na idade adulta, e amparo na velhice. É isso que as Apaes fazem e com certeza farão sempre melhor com apoio das esferas de governo. As Apaes não são inimigas do MEC, são parceiras, assim como as Pestalozzis, escolas de cegos e escolas de surdos, que em milhares de estabelecimentos no País construíram há mais de 50 anos a Escola de Educação Especial, que pode não ser ainda o lugar ideal, mas o espaço necessário para que as pessoas com deficiências tenham atendimento educacional e profissional adequado com o respeito e a dignidade que toda pessoa merece.
A inclusão social e educacional é necessária e precisa ser construída no diálogo com as famílias, que também são comprometida com a educação de seus filhos, segundo nossa Carta Magna. Há ainda que respeitar o direito de ir e vir dos cidadãos, garantidos pela Constituição.
As famílias estão preocupadas, pois fazer uma inclusão radical poderá comprometer a qualidade de vida, porque as pessoas com comprometimentos mais severos poderão não se adaptar, e sem mais escolas especiais essas pessoas não terão espaços para ser atendidas. Além disso, no Brasil não há um programa de governo que atenda as pessoas com deficiências sem família ou abrigo. Várias Apaes no Paraná já mantêm casas abrigos para essas pessoas, mesmo sem apoio governamental. Esperamos, assim, a mudança no teor da resolução do CNE, deixando como opção também a escola comum, e a família escolherá o melhor espaço para seus filhos. São necessárias sensibilidade e coerência do ministro Haddad antes de homologar o parecer, pois milhares de famílias estão angustiadas e apreensivas com o futuro de seus filhos.
José Turozi
Agência Estado, 15/08/2009 - São Paulo SP

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

> Portal Aprendiz, 07/08/2009

MEC vai rever resolução sobre educação inclusiva.

O Ministério da Educação (MEC) vai rever a resolução que obriga a matrícula de todos os alunos de escolas especiais em escolas comuns a partir de 2010. A informação foi dada ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em audiência na Câmara. Haddad, no entanto, não detalhou como será feita essa mudança. Segundo parecer da presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Craveiro, o objetivo é incluir os alunos no sistema de ensino tradicional e oferecer atendimento especializado no turno inverso.
O ministro da Educação explicou que esse atendimento contará em dobro para efeito do repasse de recursos do Fundo de Manutenção da Educação Básica Fundeb. "Nós multiplicamos por 10 os investimentos na Educação especial, incluimos as Apaes no Fundeb e garantimos, por decreto, a dupla contagem de matrícula. Ou seja, o aluno que está na escola pública e está na Apae recebe dobrado para sustentar o seu atendimento."
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) é a favor da Educação inclusiva, mas acredita que processo de inclusão deve ser gradual. "Nós não queremos atropelar esse processo que está em construção."
O parlamentar ressalta que, se todos os alunos deficientes forem enviados imediatamente para a escola comum, aqueles que não se enquadram dentro do que o sistema tradicional pode oferecer estariam desprovidos da possibilidade de escolaridade também na escola especial. Na opinião de Barbosa, a escola comum ainda não está preparada para acolher todos os tipos de alunos que necessitam de atendimento especial. (Educacional)
E você o que acha da Inclusão Total?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Parecer sobre a inclusão.

Parecer indica escola comum a deficientes
ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo, do Rio

Um parecer do Conselho Nacional de Educação --ainda não homologado pelo MEC-- que interpreta como obrigatória a matrícula de alunos com deficiências em escolas comuns reacendeu no Brasil a polêmica sobre os limites da inclusão, opondo entidades de defesa de pessoas com deficiência. O documento não tem força de lei, mas, caso homologado, servirá para orientar o MEC e os sistemas na interpretação da legislação já em vigor no país, especialmente no caso de distribuição de recursos do Fundeb (fundo de financiamento da educação básica). O parecer reforça a posição da Secretaria de Educação Especial do MEC que, apoiada por entidades, entende ser dever de pais e governo garantir matrícula de crianças deficientes em escolas comuns.
O atendimento em especiais seria complementar, no contraturno, e não substituiria o da rede regular. A Federação Nacional das Apaes divulgou na semana passada nota de repúdio ao parecer, dizendo que ele extrapola a legislação em vigor e que as escolas públicas ainda não estão preparadas para receber todos os alunos com deficiência.
O documento diz ainda que a Secretaria de Educação Especial do MEC agiu de forma "oportunista e tendenciosa" e que seu objetivo seria extinguir as escolas especiais. Em resposta, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down fez abaixo assinado de apoio à resolução. Um dos argumentos é que, sob o pretexto de que as escolas públicas não estão preparadas, a matrícula em escolas especiais reforça a segregação e adia o processo de inclusão dos deficientes em classes regulares. Inclusão obrigatória - Pressionada pelas Apaes e outras entidades, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pediu ao ministro Fernando Haddad que não homologasse o parecer. "Somos a favor da inclusão, mas não pode ser obrigatória e do dia para a noite. Nem todas as famílias concordam e há casos de deficientes intelectuais severos que, quando incluídos na escola comum, são prejudicados em seu desenvolvimento", afirma o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), presidente da Federação Nacional das Apaes.
"Há muito a avançar no atendimento na rede pública, mas estamos melhorando e cabe à sociedade cobrar mais.
O parecer apenas reforça um direito inquestionável, que está na Constituição e na convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência", diz Claudia Grabois, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. À Folha, o ministro Fernando Haddad afirmou que ainda não examinou o parecer, mas que não o homologará se entender que há conflito com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e com o decreto 6.571, de 2008, que trata do atendimento e financiamento da educação especial. "Estamos investindo neste ano R$ 200 milhões para preparar as escolas para receber esses estudantes", disse ele.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um pouco sobre o autismo.

O Autismo é um transtorno global do desenvolvimento, ou seja compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a comunicação (linguagem), expressão e o convívio social. Na maior parte dos casos a pessoa apresenta o quadro de deficiência mental e predomina no sexo masculino em uma escala de 5/1 e a causa do autismo ainda não é conhecida.

Assim como todas as pessoas são diferentes umas das outras, as crianças autistas apresentam diferenças ente si, existem autistas mais sociais outros menos, por isso usamos o termo "Espectro Autista".
A Síndrome de Asperger, faz parte do espectro autista, mas diferente do autismo clássico a pessoa não apresenta atraso global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem.
Em muitos casos a criança apresenta maneirismos diferenciados e padrões anormais de fala. Em relação a fala, muitos autistas apresenta o que Ecolalia, ou seja, a criança repete o mesmo som, fala muitas vezes a mesma coisa, geralmente ela repete coisas que ouviu anteriormente.

O autismo pode aparecer em comorbidade com outra síndrome como por exemplo síndrome de Tourette, Transtorno Obsessivo Compulsiva (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH) ou mesmo a Síndrome de Donw.

Existem muitos mitos em torno da questão do autismo e um deles é que eles se "isolam no seu próprio mundo" e isso não é verdade, pois o que ocorre com muitas crianças autistas é o fato deles não conseguirem iniciar e manter um diálogo ou uma brincadeira com outras crianças.


Alunos com autismo são geralmente quietos, podem ou não ficarem se balançando na cadeira, são adeptos a rotinas e em geral eles fazem toda a lição, mas apresentam dificuldades na comunicação tanto a fala como a escrita, de forma que quando lhe é solicitado que faça uma redação, é comum o aluno não conseguir se expressar, não pelo menos como esperamos que ele se expresse.

video

sábado, 20 de junho de 2009

Inclusão da pessoa com Deficiência Visual.


Ainda é difícil encontrar alunos deficientes visuais (ou com cegueira total) nas escolas de ensino regulares, talvez pelo fato de muitas pessoas desconhecerem o potencial das pessoas que portam a deficiência visual.
Estudos recentes revelam que alunos com deficiências visuais utilizam a audição, o tato, e a memória com uma exatidão igual ou superior às pessoas que não apresentam deficiência alguma.
Mesmo o braile não sendo ainda amplamente conhecidos muitos professores de escolas regulares trabalham com alunos portadores de deficiência visual e podem contar com cursos de braile e assim tomar conhecimento de um mundo de possibilidades para auxiliar os alunos em seus estudos.
No cotidiano escolar o trabalho com alunos que são deficientes visuais tem ficado cada dia menos impossível. Com o avanço da tecnologia o professor que tem alunos deficientes visuais em salas regulares pode contar com diferentes recursos para auxiliar na comunicação escrita desses alunos, como é o exemplo de softwars como o Dosvox e o Braile Fácil.
No caso o Dosvox é um sistema computacional, baseado no uso intensivo de síntese de voz, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se destina a facilitar o acesso de deficientes visuais no uso dos computadores. O aluno precisa aprender a memorizar as teclas e funções dos teclados dos computadores.
Este programa proporciona uma maior independência e uma motivação aos alunos com deficiência visual e é significativo tanto no estudo, trabalho ou na interação com outras pessoas.
Já o programa Braile Fácil permite que a criação de uma impressão braile sendo uma tarefa muito rápida e fácil, que possa ser realizada com um mínimo de conhecimento da codificação braille. O aluno usa o teclado dos computadores assim como usa as teclas da maquina de escrever em Braile, (As 6 teclas dos pontos em braile e a tecla do espaço) e na tela do computador aparece a escrita normal e a escrita em braile.
Mesmo com o avanço da tecnologia e com uma maior facilidade de aquisição (uma vez que os dois programas são gratuitos e disponíveis na internet) existem equipamentos pouco acessíveis ainda como é o caso das máquinas de escrever em Braile que custa cerca de R$2.000,00 e da impressora braile que custa cerca de R$4.000,00. Isso dificulta e muito a democratização das formas de comunicação escrita dos deficientes visuais.
Quanto às escolas, ainda apresentam muitas barreiras arquitetônicas como falta de corrimão nas escadas, ambientes não sinalizados (em braile), buracos e degraus com os quais os alunos deficientes visuais precisam conhecer muito bem para não se acidentar. As adaptações de ambientes não são caras, e propiciam uma maior autonomia dos alunos portadores de deficiência visual.
Nenhuma mudança é fácil, requer tempo de aceitação, atitude e empenho por todas as partes, mas no universo educacional as mudanças são necessárias para acabar com as demagogias e que se promova os direitos de acesso e permanência a todos os alunos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

video

Este vídeo fala da educação inclusiva e citas as escolas municipais, como no caso do município de Cacoal (RO). Observamos que o movimento da inclusão está presente em vários estados brasileiro.

Deficiências



"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.


"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.


"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.


"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.


"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.


"Diabético" é quem não consegue ser doce.


"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.


E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


"A amizade é um amor que nunca morre."


Mario Quintana (escritor gaúcho nasceu em 30/07/1906 e faleceu em 05/05/1994 ).

terça-feira, 2 de junho de 2009

Educação Especial como matéria obrigatória nos cursos superiores.


Atualmente nos deparamos com os mais diversos problemas para efetivar a inclusão do aluno portador de necessidades especiais no ensino regular, como por exemplo barreiras arquitetônicas, falta de mobiliário adaptado, falta de salas de recurso, entre coisas, mas a reclamação mais frequente que ouvimos nas escolas estaduais é a falta de preparo do professor de ensino regular para trabalhar com alunos com necessidades especiais.


O que nos faz concluir que apesar da educação especial contar com toda uma legislação a seu favor ainda são poucos os cursos de Graduação (Licenciaturas) que contam com matérias obrigatórias sobre educação especial em sua grade curricular.


Sendo hoje a inclusão do portador de necessidades especiais tão comentada nas palestras, conferências educacionais e também vivida no cotidiano escolar como ainda as Universidades mantém essa disciplina tão importante para a educação pública brasileira fora das grades curriculares?

Apenas alguns cursos como é o caso da Pedagogia e da Educação Física contam com matérias como educação especial ou educação física adaptada.

O oferecimento de disciplinas sobre educação especial não é uma coisa tão impossível de acontecer, pois em nosso país existem muitos grandes professores de ensino superior qualificados para lecionar a disciplina de educação especial nos cursos de graduação e oferecer uma boa bagagem teórica para os futuros professores, além de contarmos com inúmeras instituições de educação especial, bem como escolas estaduais e municipais para a realização dos estágios curriculares obrigatórios (ou também como matérias optativas) e assim, também, conhecer e vivenciar um pouco mais do cotidiano da educação especial e da inclusão do alunos com necessidades especiais nas escolas regulares.

Preparar o profissional da educação para trabalhar com todos os tipos de alunos e conhecer e vivenciar a diversidade dos alunos brasileiros pode ser menos complicado do que se imagina. E pode ainda proporcionar o que toda a legislação assegura: Uma educação democrática, inclusiva e qualificada a todos os alunos, sem distinções.










quarta-feira, 20 de maio de 2009

Governo Estadual Paulista e suas gafes na Educação.


O tema deste Blog é Educação Especial, e a Educação como um todo, e esta semana nós professores estaduais Paulista nos deparamos com a notícia da compra de livros com conteúdo adulto pelo governo do estado. Esse livros foram entregues às escolas estaduais para alunos (pasmem) de 9 anos de idade!!!
Como se não bastasse livros de Geografia com mapas errados, livro de exercícios de professor que não corresponde com livro dos alunos o governo Serra agora ainda compra livros com palavrões.
E agora como o governo vai explicar a compra deste material, será que o responsável não sabia, só viu a capa e não leu o conteúdo, ou escolheram aleatoriamente?
A matéria foi publicada na Folha de São Paulo.


"Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos), segundo reportagem publicada na edição desta terça-feira.
O texto informa que o governo José Serra (PSDB) reconheceu o erro na distribuição dos 1.216 exemplares e determinou o recolhimento das obras. O livro contém 11 histórias em quadrinhos produzidas por Caco Galhardo --também quadrinista da Folha. Uma das histórias mais criticadas por especialistas traz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV.Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como "o atleta tem de se adaptar a qualquer posição".
De novo
Esta não é a primeira vez que o setor de educação do governo Serra se equivoca em relação aos livros distribuídos a alunos. Em março deste ano, a pasta de Educação foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos. Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostrava o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador. O problema aparece tanto nos livros destinados aos estudantes quanto nas publicações destinadas aos professores. À época, a secretaria creditou o problema a editora que o produziu e informou que determinou a troca das publicações com erros.
Outro lado
Em nota, o governo admitiu o erro ao distribuir a publicação e diz que o montante de 1.216 exemplares compõem apenas 0,067% dos 1,79 milhão de exemplares distribuídos aos alunos da rede.
A secretaria informou ainda que a obra é só uma entre as 818 escolhidas."

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cotas para alunos com deficiências nas universidades públicas.

Folha de São Paulo, 11/05/2009 - São Paulo SP Cota não garante inclusão de aluno deficiente Mesmo nas universidades públicas que reservam vagas, deficientes beneficiados não chegam a 1% do total de matriculados. Congresso debate projeto que impõe cota de 10% das vagas em universidades públicas para esses alunos, mas inclusão é complexa ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DO RIO

Enquanto o Congresso debate a aprovação de cotas de 10% das vagas em universidades públicas para deficientes, a realidade das que já adotam esse sistema mostra que a inclusão dessa população no ensino superior é mais complexa do que o simples estabelecimento de um percentual em lei. Segundo o Mapa das Ações Afirmativas do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), há 19 instituições públicas de ensino superior -de um total de 249 no país- com algum tipo de ação afirmativa beneficiando deficientes. Na maioria dos casos, são estabelecimentos de pequeno porte. A Folha selecionou quatro instituições de maior porte que já adotam o sistema há, pelo menos, três anos: as universidades estaduais do Rio de Janeiro, de Goiás, do Rio Grande do Sul e a federal do Maranhão. Em todas, o relato foi o mesmo: o percentual de deficientes beneficiados foi sempre inferior a 1% do total das vagas ou matrículas. Mesmo na universidade que há mais tempo reserva vagas para deficientes -e que tem percentual igual ao
que está sendo discutido no Congresso, de 10%-, são poucos os que, na prática, se beneficiaram do sistema. Eles somam apenas 12 na Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul), ou 0,5% do total de 2.410 estudantes. O que a experiência dessas universidades mostra é que o principal filtro não está no vestibular. Na Uergs, por exemplo, apenas 20 deficientes se candidataram a uma das 64 vagas destinadas a eles no último exame, ou seja, havia mais vagas reservadas do que candidatos aptos a elas. A constatação de que a inclusão de deficientes no ensino superior passa antes por um esforço na educação básica é evidenciada também pelo Censo Escolar do MEC (Ministério da Educação). Em 2007, o levantamento identificou apenas 16 mil deficientes no ensino médio, de um total de 8 milhões de estudantes, nesse nível de ensino. A diretora do Departamento de Projetos Especiais e Inovação da Uerj, Hilda Souza, diz que, uma vez que os alunos com alguma deficiência conseguem ingressar na universidade, há um
outro desafio a ser vencido: dar condições para que eles concluam o curso. "A experiência destes anos de adoção da política de cotas em nossa universidade tem nos mostrado que somos capazes de realizar a inclusão social dos alunos pela inclusão acadêmica. Mas é imprescindível que tenhamos uma política de permanência para estes alunos." Para isso, ela conta que a universidade está desenvolvendo um projeto de acompanhamento de cada aluno deficiente, trabalhando diretamente com as unidades acadêmicas a que eles estão vinculados. Evasão - Apesar de a evasão desse grupo na Uerj ser menor do que a média nacional, ela diz que o percentual de concluintes nesse grupo ainda é muito baixo. "Eles evadem menos que a média, mas parece que ficam retidos mais tempo, ou seja, não conseguem integralizar o curso no tempo mínimo permitido", relata a diretora. Ainda que eles sejam poucos, a inclusão de deficientes na universidade exige também adaptações físicas ou de procedimentos.

sábado, 2 de maio de 2009

Artigos relacionados ao tema inclusão e educação especial

Para quem quer pesquisar ou mesmo conhecer um pouco mais sobre inclusão e educação especial estarei postando os links de alguns artigos muito relevantes sobre o assunto.
  • Alunos com deficiência nas escolas regulares: limites de um discurso
Autora: Alessandra Barros
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902005000300008&lng=pt&nrm=iso
  • A inclusão da criança com Síndrome de Down na rede regular de ensino: desafios e possibilidades.
Flávia Mendonça Rosa e LuizI; Paula Saud De BortoliII; Milena Floria-SantosIII; Lucila Castanheira Nascimento
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382008000300011&lng=pt&nrm=iso
  • Interação professor-aluno com autismo no contexto da educação inclusiva: análise do padrão de mediação do professor com base na teoria da Experiência de Aprendizagem Mediada (Mediated Learning Experience Theory)
Iara Maria de Farias; Renata Veloso de Albuquerque Maranhão; Ana Cristina Barros da Cunha.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382008000300004&lng=pt&nrm=iso
  • Psicologia e inclusão: aspectos subjetivos de um aluno portador de deficiência mental
Claudia Gomes; Fernando Luis Gonzalez Rey.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382008000100005&lng=pt&nrm=iso
  • RELATO DE PESQUISA

    Mudanças nas concepções do professor do ensino fundamental em relação à inclusão após a entrada de alunos com deficiência em sua classe.
Ana Paula Húngaro Monteiro; Eduardo José Manzini
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6916247883951557486
  • Ingresso, permanência e competência: uma realidade possível para universitários com necessidades educacionais especiais.
Solange Leme Ferreira
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382007000100004&lng=pt&nrm=iso
  • Inclusão escolar do portador de paralisia cerebral: atitudes de professores do ensino fundamental.
Claudia Gomes; Altemir José Gonçalves Barbosa
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382006000100007&lng=pt&nrm=iso
  • Avaliação assistida para crianças com necessidades educacionais especiais: um recurso auxiliar na inclusão escolar.
Sônia Regina Fiorim Enumo
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382005000300003&lng=pt&nrm=iso
  • O estranhamento causado pela deficiência: preconceito e experiência.
Luciene M. da Silva
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782006000300004&lng=pt&nrm=iso
  • A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil.
Enicéia Gonçalves Mendes
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782006000300002&lng=pt&nrm=iso
  • Inclusão escolar de crianças com deficiência múltipla: concepções de pais e professores
Flávia Furtado Silveira; Marisa Maria Brito da Justa Neves
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722006000100010&lng=pt&nrm=iso

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Inclusão e preconceito.




Basta conhecer escolas regulares para saber que existem muitos alunos portadores de necessidades especiais incluídos no ensino regular. A luta diária desses alunos ultrapassa as barreiras arquitetônicas e dos conteúdos, pois muitos professores não aceitam trabalhar com alunos especiais.
Alegando não ter preparo para trabalhar com essa população específica, muitos se esquivam da tarefa de ensinar a todos.
De acordo com a Declaração de Salamanca
• toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade
de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem,
• toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de
aprendizagem que são únicas,
• aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola
regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança,
capaz de satisfazer a tais necessidades,
• escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais
eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades
acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para
todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das
crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de
todo o sistema educacional.

E não precisa ir longe, (até Salamanca) para saber que aqui no Brasil a legislação educacional também assegura esse direito. Hoje a inclusão é uma realidade do ponto de vista legal, mas ainda está sendo conquistada as poucos pela sociedade efetivamente.
Enquanto não aceitarmos que alunos com deficiência visual, por exemplo, podem e devem estudar junto com alunos videntes e que isso pode ser construtivo para todos na sala de aula, estaremos agindo com preconceito e não estaremos cumprindo a lei.
Muitos professores desesperam-se no começo do ano letivo quando ficam sabendo que irão trabalhar com alunos especiais. Contudo, com o passar do tempo esses mesmos professores começam a perceber que não existe nenhum bicho de sete cabeças e que a experiência só vem a comprovar a capacidade de ensinar a todos, sem distinções.
A aceitação deve partir primeiramente do professor, pois é ele quem vai conversar com os alunos e os preparar para a sociedade. Se este professor não aceita este aluno em sua sala de aula como vai aceitar que o mesmo possa viver na mesma cidade que ele?
Se um professor não se acha capaz de ensinar um aluno com necessidades especiais, ele também não é capaz de ensinar os outros alunos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

"A humanidade sempre sonhou com um milagre religioso: que os cegos enxergassem e que os surdos ouvissem. É provável que a humanidade triunfe um dia sobre a cegueira, a surdez e a deficiência mental. Porém as vencerá no plano social e pedagógico muito antes que no plano biológico e medicinal. É possível que não esteja longe o dia em que a pedagogia se envergonhe do próprio conceito de 'criança com defeito'. O surdo falante e o trabalhador cego, participantes da vida geral em toda a sua plenitude, não sentirão sua deficiência e não darão motivos para que outros a sintam. Está em nossas mãos o desaparecimento das condições sociais de existência desses defeitos, ainda que o cego continue cego e o surdo continue surdo. Provavelmente não serão compreendidos aqueles que disserem que um cego é deficiente. Assim, as pessoas dirão que um cego é um cego, que um surdo é um surdo, e nada mais."

Lev S. Vygotsky (1896-1934), In: Obras escogidas: Fundamentos de Defectología. Tomo V. Trad. Julio Guillermo Blank. Madri: Editora Visor, 1997. p. 82.

Intenção do blog.

Olá amigos, este blog foi criado para poder falar um pouco mais sobre educação especial e inclusão além de postar e trocar experiências, opiniões, atividades, enfim, tudo o que possa contribuir para a melhoria da educação especial em nosso país.
Para as pessoas que não me conhecem meu nome é Tatiane, sou pedagoga e professora de educação especial em Guarulhos e trabalho com alunos portadores de variados tipos de dificuldades e deficiências. Me formei em Pedagogia pela Unesp de Araraquara, (hoje o curso de pedagogia com habilitação em educação especial que era oferecido em Araraquara não existe mais, depois das novas diretrizes educacionais essa modalidade de ensino passou a ser oferecida somente em pós graduação como especialização) amo e acredito na educação e na inclusão dos portadores de necessidades especiais nas escolas regulares e na sociedade como um todo.
Não consigo conceber a ideia de pessoas com "defeito", esse ideário é sim a pior de todas as deficiências, e é contra isso que eu luto.
A ignorância (ignorar fatos) da sociedade que tapa os olhos para tudo o que é diferente e prega sempre padrão social "ideal" só vem a atravancar o progresso social.
Até quando precisaremos ouvir que a inclusão de portadores de necessidades especiais no ensino regular é novidade em nosso pais? Não é novidade, e se fosse deveríamos nos envergonhar em um país tão atrasado.
Fica aberto o espaço para professores, pais, alunos e amigos e todas as pessoas que acreditam e trabalham por uma educação de qualidade em nosso país.