segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cinco filmes relacionados à educação especial.

A Cor do Paraíso



Este é um dos mais bonitos e emocionantes filmes dos últimos tempos. Uma produção iraniana que recebeu muitos prêmios mundo afora. A Cor do Paraíso narra a comovente história de Mohammad, um menino cego que mora numa escola para deficientes visuais e que, nas férias, volta para seu vilarejo nas montanhas, onde convive com as irmãs e sua adorada avó. O pai, que é viúvo, se prepara para casar novamente. Mohammad é um garoto muito vivo, que tem uma enorme sensibilidade. Seu jeito simples de "ver o mundo" é uma lição de vida.


Dirigido por Majid Majidi



O Óleo de Lorenzo


O “Óleo de Lorenzo” é uma estória verdadeira, de um menino, Lorenzo Odone, que aos oito anos começou a demonstrar os sintomas de uma rara doença genética e incurável, a adrenoleucodistrofia (ADL). Ao invés de simplesmente ficarem sentados aguardando os resultados dos estudos médicos, eles decidiram estudar nos livros de medicina e nos poucos artigos científicos da época, tudo que pudesse ajudar na compreensão do mecanismo de ação desta doença e assim poder discutir com os médicos a melhor forma de tratamento para amenizar os sintomas de Lorenzo.


Dirigido por George Miller



Do Luto à Luta


Do Luto à Luta é um longa-metragem em 35mm que focaliza as deficiências, mas também as potencialidades, da Síndrome de Down, problema genético que atinge cerca de 8 mil bebês a cada ano no Brasil. A Síndrome de Down é sem dúvida um problema, mas as soluções são bem mais simples doque se imagina, principalmente quando deixamos de lado os preconceitos e estigmas sociais.

Dirigido por :Evaldo Mocarzel



Simples Como Amar



Esta comédia divertida e bem humorada apresenta performances brilhantes de Juliette Lewis (Cabo do Medo), Diane Keaton (As Filhas de Marvin) e Tom Skerritt
Mesmo que Carla (Lewis) tenha crescido, superado suas dificuldades e se tornado capaz, sua mãe (Keaton), uma mulher nervosa e superprotetora fica em estado de choque quando a jovem declara estar apaixonada pela primeira vez. No momento em que Carla e seu namorado (Giovanni Ribisi - O Resgate do Soldado Ryan) experimentam o delicioso sabor das grandes aventuras da vida, eles também provam que Carla conquistou sua tão esperada independência. Dirigido pelo aclamado Garry Marshall (Uma Linda Mulher/Noiva emFuga), Simples Como Amar vai fazer você se sentir fantasticamente bem.


Direção: Garry Marshall


Rain Man



Este filme a história de Charlie Babbitt, um jovem que viaja a um hospital psiquiátrico para tentar descobrir quem é o beneficiário da fortuna que seu pai deixara ao falecer, já que para Charlie ele deixara apenas rosas premiadas e um carro. Ao chegar ao hospital, Charlie descobre que o beneficiário é Raymond, um irmão mais velho autista de quem nunca ouvira falar. Para garantir o dinheiro da herança, Charles se aproxima de Raymond, disposto a brigar judicialmente pela guarda legal do irmão. Os dois então viajam pelo país, conhecendo-se e aprendendo a conviver, e passando por inúmeras dificuldades. Aos poucos, o laço entre os dois irmãos ganha força e o dinheiro deixa de ser importante.


Dirigido por: Barry Levinson

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Marta Kohl fala sobre Vygotsky

Neste vídeo a professora da Universidade de São Paulo Marta Kohl de Oliveira fala sobre o trabalho do Lev Semionovitch Vygotsky na área da Psicologia da Educação.
Vale a pena conferir também os outros vídeos que estão no Youtube sobre este tema.

sábado, 28 de novembro de 2009

Vygotsky

"A posição social conscientemente avaliada constitui-se na força do desenvolvimento psíquico e social. Os mecanismos funcionais como a memória, a intuição, a atenção, a sensibilidade, o interesse frente as adversidades enfrentadas conduzem a constituição de uma super resistência e a transformação da inferioridade em superioridade, a incapacidade em competência e talento..." (p. 39)
"Os imperativos sociais de desenvolvimento materializam a transformação do defeito em impulso. Contraditoriamente a educação enfraquecida pelas tendências de piedade e filantropia foi intoxicada pelo veneno da invalidez e da impotência" (p. 62)
"O adulto difere da criança pelo nível e carater de sua bagagem cultural, de sua instrução, isto é, pelo estado e pela maneira como eles medem a atividade de suas funções psíquicas. a criança difere da criança incapacitada pelo desenvolvimento de sua memória e pela maneira como memorizam, isto é, outra via e outra medida" (p. 66)
"O primitivismo é causado por uma ausência cultural, uma apropriação incompleta da linguagem e de outros instrumentos elaborados pela humanidade. Não há desenvolvimento cultural, a não ser pela utilização desses instrumentos de cultura. A língua constitui em um instrumento eficaz para as representações e expressão da vontade. A língua utiliza pensamentos, a generalização, o julgamento, a rezão, a compreensão, as atividades combinatórias... (p.72)"
(Vygotsky, L.S. Deféctologie et déficience mentale. Paris: Delachaux et Niestlé., 1994.)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Projeto que obrigaria os políticos brasileiros a matricularem seus filhos em escolas públicas de ensino básico.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º
Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e
Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados
a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de
educação básica.




Art. 2º
Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no
máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias
Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades
respectivas.
JUSTIFICAÇÃO
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação
básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da
escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para
com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação
das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo
raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de
corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas
nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se
ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a
possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para
financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –
vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores
e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-
Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de
reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de
financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84
inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de
cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros,
os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola
que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das
autoridades para com a educação pública com a conseqüente
melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de
reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos
fiscais à disposição do setor público, inclusive para a
educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de,
em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no
Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da
Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social
brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118
anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a
outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará
completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde
1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a
qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda
tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a
educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a
aprovação deste projeto.

Sala das Sessões,

Senador CRISTOVAM BUARQUE

Imagine como deve ser...


Imagine que as pessoas nunca falam diretamente com você, porém conversam sobre você na sua presença.

Imagine que as crianças debocham de você na rua e os adultos o olham e falam em voz baixa nas suas costas.

Imagine que as pessoas o tomam pelo braço e o levam pela rua sem dizer-lhe nunca onde está indo.

Imagine que a você não é permitido ir a nenhuma parte só Imagine que os professores sempre fazem perguntas tolas como "Que cor é esta?" ou " Mostra-me o teu nariz" mesmo quando você já tem 18 anos.

Imagine que as suas tentativas de fazer algo sempre são interrompidas por pessoas que fazem por você.

Imagine que está doente e ninguém se dá conta.


Imagine que você ouve as pessoas constantemente discutirem o que você pode ou não pode fazer.

Imagine que você é um adulto, porém todos se referem a você como uma criança.

Imagine que as pessoas estão sempre dizendo o que fazer, porém nunca conversam com você.

Imagine que as pessoas só esperam condutas inapropriadas de você Imagine que a você não é permitido tomar, sequer, a menor decisão pessoal.

Este é o mundo das pessoas com retardo severo, autismo e problemas de condutas.

Judith LeBlanc

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vaga para Professor com deficiêcia opõem Procuradoria e Universidade Federal de Minas

O Ministério Público Federal e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) travam na Justiça uma disputa em torno da reserva de vagas na instituição de ensino para docentes portadores de deficiência. Desde 2008, mais de 227 professores foram contratados em concursos públicos na UFMG, mas nenhuma vaga foi reservada para pessoas com deficiência.
As reservas são feitas apenas para cargos técnicos e administrativos. A UFMG diz não saber quantos dos atuais 2.376 professores da instituição são portadores de deficiência aprovados em concurso.
O reitor da universidade, Ronaldo Penna, alega ser "impossível" fazer as reservas porque há pouca oferta de vagas nos concursos para docentes, já que existe autonomia de cada um dos departamentos das 22 unidades da instituição. A universidade diz que, com a autonomia, não é possível reunir todas as contratações de professores em um único concurso, pois é preciso considerar a "especificidade de cada departamento e a área de conhecimento a ser avaliada, o que resulta, em cada caso, em número reduzido de vagas". Para a contratação de 227 professores entre 2008 e março deste ano, conforme dados da Procuradoria, foram lançados 130 editais --média de 1,7 vaga por concurso.
A lei 8.112, de 1990, assegura às pessoas portadoras de deficiência a reserva de até 20% das vagas oferecidas no concurso. O reitor diz, porém, que "invariavelmente as vagas ofertadas são inferiores a cinco [por concurso], razão pela qual fica impossibilitada a reserva de vagas para deficiente físico". A Procuradoria contra-argumenta que a fragmentação das vagas em vários editais é uma "estratégia perversa para driblar a obrigação legal", porque impede aplicar a regra matemática que assegura o direito das pessoas com deficiência à reserva destinada por lei.
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública porque sua recomendação feita em abril não foi atendida. Queria que a UFMG iniciasse imediatamente as reservas de ao menos 5% das vagas ofertadas.

PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

sábado, 3 de outubro de 2009

Libras

A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América.


A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de que em Portugual usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem ítens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação.


Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa Língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção às variações praticadas em cada unidade da Federação.



* Fonte: Wikipédia







Cumprimentos; Pronomes; Verbos





http://www.libras.org.br/libras.php

http://www.libraselegal.com.br/

http://www.acessobrasil.org.br/libras/

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Braile

Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille. Louis Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris. Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto.

O inventor: Lois Braille


Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Louis Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo. Em 1829, publicou o seu método braille.
L. Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris.
Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo.
Em 1829, publicou o seu método. O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do tato.

A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.
L. Braille morreu de tuberculose, em 1852, ano em que seu método foi oficialmente adotado na Europa e América.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/




Alfabeto Braile




Reglete
Usada para escrever em Braile, trata-se de um método lento e pouco utilizado atualmente.




Escrita Braile



Globo Adaptado para Deficiêntes Visuais (em Braile e em alto relevo)


Máquina de escrever em Braile



http://www.laramara.org.br/portugues/index.php

http://www.fundacaodorina.org.br/

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Editorial sobre a inclusão total

Está nas mãos do ministro da Educação, Fernando Haddad, o parecer CNE-13/2009, que estabelece a matrícula obrigatória dos alunos com deficiências mentais, transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação nas classes das escolas comuns do Brasil, a partir de janeiro de 2010. Só o fato de estabelecer a obrigatoriedade já nos faz refletir se estamos vivendo numa sociedade realmente democrática. Ao elaborar o parecer, o Conselho Nacional de Educação (CNE) não considerou os interesses das famílias e das pessoas com deficiências e, em nome da inclusão, decide que o melhor lugar para a pessoa com deficiência mental é a classe comum, pondo assim as famílias, as pessoas atendidas e as entidades como meras espectadoras das mudanças que afetarão seus direitos e liberdades fundamentais. As pessoas, entidades e famílias não foram ouvidas nem opinaram sobre a decisão do CNE, unilateral.
Não se pode promover uma inclusão escolar plena a qualquer preço e por decreto, até à custa da extinção das escolas especiais do País, como se isso fosse a garantia de que as pessoas com deficiências teriam ali a verdadeira educação inclusiva. A escola especial funciona legalmente amparada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em vigor. Extingui-la não garante o sucesso da inclusão, tampouco a qualidade da educação devida às pessoas com deficiência. Segundo dados do próprio Ministério da Educação (MEC) - Censo Escolar de 2007 -, apenas 18% das escolas públicas no Brasil têm banheiros adaptados a deficientes, 12% possuem rampas e acessos adequados e só 13% oferecem salas de recursos para atendimento educacional especializado. Ora, se essas escolas não têm acessibilidade para pessoas com deficiências físicas, como atenderão ainda pessoas com deficiência visual e auditiva, que precisam de bibliotecas e materiais suficientes na linguagem Braile e professores intérpretes na linguagem Libras? E que tipo de atendimento uma pessoa com deficiência mental terá numa escola comum? Dos 25,5 milhões de pessoas com deficiências no Brasil (IBGE-2000), as Associações de Pais e Amigos do Excepcional (Apaes) do Brasil atendem menos de 400 mil. O MEC deveria conhecer melhor as escolas especiais e o tipo de atendimento que é oferecido.
O atendimento é especializado e muitas das escolas das Apaes no Paraná foram construídas com dinheiro da comunidade, sem dinheiro público. Então, por que o MEC não se torna um grande parceiro da educação especial? O discurso do CNE e do MEC é que as Apaes criam nichos segregatórios e, assim, não fazem inclusão. Discordo veementemente, pois temos dados estatísticos no Paraná, por exemplo: nos últimos cinco anos (2004 a 2008) as Apaes do Estado incluíram no ensino comum cerca de 3.984 educandos e puseram no mercado de trabalho cerca de 1.668 alunos, que foram trabalhados na educação profissional das escolas especiais mantidas pelas Apaes. Tivemos também o regresso de 394 alunos que não se adaptaram à escola comum, e isso é uma realidade não só no Paraná, mas em todo o País. As escolas especiais do Paraná são autorizadas pela Secretaria de Estado da Educação e, com professores especializados na área, têm currículo, planejamento pedagógico, projeto político-pedagógico e regimento escolar. Funcionam de forma legal. E a Constituição federal não diz que o aluno com deficiência deve estar exclusivamente na escola comum.
As escolas especiais educam para o trabalho na educação profissional, a custo zero para o governo federal - não existe nenhum financiamento ou apoio do governo na área -, as pessoas com deficiências intelectuais. Esse atendimento especializado é feito em turmas de cinco ou seis alunos, para que se possa atender às reais necessidades de cada um. Qual será a qualidade do ensino/aprendizado de alunos com deficiências intelectuais inseridos em salas do ensino comum com 30 a 40 alunos?
O MEC não conhece os resultados da educação especial realizada pelas ONGs. Seria muito bom que divulgasse amplamente todos os seus dados estatísticos e indicadores de pesquisas oficiais que demonstrem à sociedade que a inclusão na sala comum garante a aprendizagem e a participação de todos. Fazer inclusão não é só estar na escola, é oferecer atendimento educacional e total à pessoa com deficiência, desde a infância, adolescência, na idade adulta, e amparo na velhice. É isso que as Apaes fazem e com certeza farão sempre melhor com apoio das esferas de governo. As Apaes não são inimigas do MEC, são parceiras, assim como as Pestalozzis, escolas de cegos e escolas de surdos, que em milhares de estabelecimentos no País construíram há mais de 50 anos a Escola de Educação Especial, que pode não ser ainda o lugar ideal, mas o espaço necessário para que as pessoas com deficiências tenham atendimento educacional e profissional adequado com o respeito e a dignidade que toda pessoa merece.
A inclusão social e educacional é necessária e precisa ser construída no diálogo com as famílias, que também são comprometida com a educação de seus filhos, segundo nossa Carta Magna. Há ainda que respeitar o direito de ir e vir dos cidadãos, garantidos pela Constituição.
As famílias estão preocupadas, pois fazer uma inclusão radical poderá comprometer a qualidade de vida, porque as pessoas com comprometimentos mais severos poderão não se adaptar, e sem mais escolas especiais essas pessoas não terão espaços para ser atendidas. Além disso, no Brasil não há um programa de governo que atenda as pessoas com deficiências sem família ou abrigo. Várias Apaes no Paraná já mantêm casas abrigos para essas pessoas, mesmo sem apoio governamental. Esperamos, assim, a mudança no teor da resolução do CNE, deixando como opção também a escola comum, e a família escolherá o melhor espaço para seus filhos. São necessárias sensibilidade e coerência do ministro Haddad antes de homologar o parecer, pois milhares de famílias estão angustiadas e apreensivas com o futuro de seus filhos.
José Turozi
Agência Estado, 15/08/2009 - São Paulo SP

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

> Portal Aprendiz, 07/08/2009

MEC vai rever resolução sobre educação inclusiva.

O Ministério da Educação (MEC) vai rever a resolução que obriga a matrícula de todos os alunos de escolas especiais em escolas comuns a partir de 2010. A informação foi dada ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em audiência na Câmara. Haddad, no entanto, não detalhou como será feita essa mudança. Segundo parecer da presidente do Conselho Nacional de Educação, Clélia Craveiro, o objetivo é incluir os alunos no sistema de ensino tradicional e oferecer atendimento especializado no turno inverso.
O ministro da Educação explicou que esse atendimento contará em dobro para efeito do repasse de recursos do Fundo de Manutenção da Educação Básica Fundeb. "Nós multiplicamos por 10 os investimentos na Educação especial, incluimos as Apaes no Fundeb e garantimos, por decreto, a dupla contagem de matrícula. Ou seja, o aluno que está na escola pública e está na Apae recebe dobrado para sustentar o seu atendimento."
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) é a favor da Educação inclusiva, mas acredita que processo de inclusão deve ser gradual. "Nós não queremos atropelar esse processo que está em construção."
O parlamentar ressalta que, se todos os alunos deficientes forem enviados imediatamente para a escola comum, aqueles que não se enquadram dentro do que o sistema tradicional pode oferecer estariam desprovidos da possibilidade de escolaridade também na escola especial. Na opinião de Barbosa, a escola comum ainda não está preparada para acolher todos os tipos de alunos que necessitam de atendimento especial. (Educacional)
E você o que acha da Inclusão Total?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Parecer sobre a inclusão.

Parecer indica escola comum a deficientes
ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo, do Rio

Um parecer do Conselho Nacional de Educação --ainda não homologado pelo MEC-- que interpreta como obrigatória a matrícula de alunos com deficiências em escolas comuns reacendeu no Brasil a polêmica sobre os limites da inclusão, opondo entidades de defesa de pessoas com deficiência. O documento não tem força de lei, mas, caso homologado, servirá para orientar o MEC e os sistemas na interpretação da legislação já em vigor no país, especialmente no caso de distribuição de recursos do Fundeb (fundo de financiamento da educação básica). O parecer reforça a posição da Secretaria de Educação Especial do MEC que, apoiada por entidades, entende ser dever de pais e governo garantir matrícula de crianças deficientes em escolas comuns.
O atendimento em especiais seria complementar, no contraturno, e não substituiria o da rede regular. A Federação Nacional das Apaes divulgou na semana passada nota de repúdio ao parecer, dizendo que ele extrapola a legislação em vigor e que as escolas públicas ainda não estão preparadas para receber todos os alunos com deficiência.
O documento diz ainda que a Secretaria de Educação Especial do MEC agiu de forma "oportunista e tendenciosa" e que seu objetivo seria extinguir as escolas especiais. Em resposta, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down fez abaixo assinado de apoio à resolução. Um dos argumentos é que, sob o pretexto de que as escolas públicas não estão preparadas, a matrícula em escolas especiais reforça a segregação e adia o processo de inclusão dos deficientes em classes regulares. Inclusão obrigatória - Pressionada pelas Apaes e outras entidades, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pediu ao ministro Fernando Haddad que não homologasse o parecer. "Somos a favor da inclusão, mas não pode ser obrigatória e do dia para a noite. Nem todas as famílias concordam e há casos de deficientes intelectuais severos que, quando incluídos na escola comum, são prejudicados em seu desenvolvimento", afirma o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), presidente da Federação Nacional das Apaes.
"Há muito a avançar no atendimento na rede pública, mas estamos melhorando e cabe à sociedade cobrar mais.
O parecer apenas reforça um direito inquestionável, que está na Constituição e na convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência", diz Claudia Grabois, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. À Folha, o ministro Fernando Haddad afirmou que ainda não examinou o parecer, mas que não o homologará se entender que há conflito com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e com o decreto 6.571, de 2008, que trata do atendimento e financiamento da educação especial. "Estamos investindo neste ano R$ 200 milhões para preparar as escolas para receber esses estudantes", disse ele.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um pouco sobre o autismo.

O Autismo é um transtorno global do desenvolvimento, ou seja compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico e afeta a comunicação (linguagem), expressão e o convívio social. Na maior parte dos casos a pessoa apresenta o quadro de deficiência mental e predomina no sexo masculino em uma escala de 5/1 e a causa do autismo ainda não é conhecida.

Assim como todas as pessoas são diferentes umas das outras, as crianças autistas apresentam diferenças ente si, existem autistas mais sociais outros menos, por isso usamos o termo "Espectro Autista".
A Síndrome de Asperger, faz parte do espectro autista, mas diferente do autismo clássico a pessoa não apresenta atraso global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem.
Em muitos casos a criança apresenta maneirismos diferenciados e padrões anormais de fala. Em relação a fala, muitos autistas apresenta o que Ecolalia, ou seja, a criança repete o mesmo som, fala muitas vezes a mesma coisa, geralmente ela repete coisas que ouviu anteriormente.

O autismo pode aparecer em comorbidade com outra síndrome como por exemplo síndrome de Tourette, Transtorno Obsessivo Compulsiva (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH) ou mesmo a Síndrome de Donw.

Existem muitos mitos em torno da questão do autismo e um deles é que eles se "isolam no seu próprio mundo" e isso não é verdade, pois o que ocorre com muitas crianças autistas é o fato deles não conseguirem iniciar e manter um diálogo ou uma brincadeira com outras crianças.


Alunos com autismo são geralmente quietos, podem ou não ficarem se balançando na cadeira, são adeptos a rotinas e em geral eles fazem toda a lição, mas apresentam dificuldades na comunicação tanto a fala como a escrita, de forma que quando lhe é solicitado que faça uma redação, é comum o aluno não conseguir se expressar, não pelo menos como esperamos que ele se expresse.

sábado, 20 de junho de 2009

Inclusão da pessoa com Deficiência Visual.


Ainda é difícil encontrar alunos deficientes visuais (ou com cegueira total) nas escolas de ensino regulares, talvez pelo fato de muitas pessoas desconhecerem o potencial das pessoas que portam a deficiência visual.
Estudos recentes revelam que alunos com deficiências visuais utilizam a audição, o tato, e a memória com uma exatidão igual ou superior às pessoas que não apresentam deficiência alguma.
Mesmo o braile não sendo ainda amplamente conhecidos muitos professores de escolas regulares trabalham com alunos portadores de deficiência visual e podem contar com cursos de braile e assim tomar conhecimento de um mundo de possibilidades para auxiliar os alunos em seus estudos.
No cotidiano escolar o trabalho com alunos que são deficientes visuais tem ficado cada dia menos impossível. Com o avanço da tecnologia o professor que tem alunos deficientes visuais em salas regulares pode contar com diferentes recursos para auxiliar na comunicação escrita desses alunos, como é o exemplo de softwars como o Dosvox e o Braile Fácil.
No caso o Dosvox é um sistema computacional, baseado no uso intensivo de síntese de voz, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se destina a facilitar o acesso de deficientes visuais no uso dos computadores. O aluno precisa aprender a memorizar as teclas e funções dos teclados dos computadores.
Este programa proporciona uma maior independência e uma motivação aos alunos com deficiência visual e é significativo tanto no estudo, trabalho ou na interação com outras pessoas.
Já o programa Braile Fácil permite que a criação de uma impressão braile sendo uma tarefa muito rápida e fácil, que possa ser realizada com um mínimo de conhecimento da codificação braille. O aluno usa o teclado dos computadores assim como usa as teclas da maquina de escrever em Braile, (As 6 teclas dos pontos em braile e a tecla do espaço) e na tela do computador aparece a escrita normal e a escrita em braile.
Mesmo com o avanço da tecnologia e com uma maior facilidade de aquisição (uma vez que os dois programas são gratuitos e disponíveis na internet) existem equipamentos pouco acessíveis ainda como é o caso das máquinas de escrever em Braile que custa cerca de R$2.000,00 e da impressora braile que custa cerca de R$4.000,00. Isso dificulta e muito a democratização das formas de comunicação escrita dos deficientes visuais.
Quanto às escolas, ainda apresentam muitas barreiras arquitetônicas como falta de corrimão nas escadas, ambientes não sinalizados (em braile), buracos e degraus com os quais os alunos deficientes visuais precisam conhecer muito bem para não se acidentar. As adaptações de ambientes não são caras, e propiciam uma maior autonomia dos alunos portadores de deficiência visual.
Nenhuma mudança é fácil, requer tempo de aceitação, atitude e empenho por todas as partes, mas no universo educacional as mudanças são necessárias para acabar com as demagogias e que se promova os direitos de acesso e permanência a todos os alunos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Este vídeo fala da educação inclusiva e citas as escolas municipais, como no caso do município de Cacoal (RO). Observamos que o movimento da inclusão está presente em vários estados brasileiro.

Deficiências



"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.


"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.


"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.


"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.


"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.


"Diabético" é quem não consegue ser doce.


"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.


E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.


"A amizade é um amor que nunca morre."


Mario Quintana (escritor gaúcho nasceu em 30/07/1906 e faleceu em 05/05/1994 ).