sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Marta Kohl fala sobre Vygotsky
Vale a pena conferir também os outros vídeos que estão no Youtube sobre este tema.
sábado, 28 de novembro de 2009
Vygotsky
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Projeto que obrigaria os políticos brasileiros a matricularem seus filhos em escolas públicas de ensino básico.
Art. 1º
Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e
Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados
a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de
educação básica.
Art. 2º
Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no
máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias
Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades
respectivas.
JUSTIFICAÇÃO
No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação
básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da
escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para
com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação
das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo
raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de
corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas
nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se
ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a
possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para
financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –
vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores
e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-
Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de
reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de
financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84
inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de
cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros,
os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola
que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das
autoridades para com a educação pública com a conseqüente
melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de
reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos
fiscais à disposição do setor público, inclusive para a
educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de,
em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no
Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da
Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social
brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118
anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a
outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará
completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde
1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a
qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda
tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a
educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a
aprovação deste projeto.
Sala das Sessões,
Senador CRISTOVAM BUARQUE
Imagine como deve ser...
Imagine que as pessoas nunca falam diretamente com você, porém conversam sobre você na sua presença.
Imagine que as crianças debocham de você na rua e os adultos o olham e falam em voz baixa nas suas costas.
Imagine que as pessoas o tomam pelo braço e o levam pela rua sem dizer-lhe nunca onde está indo.
Imagine que a você não é permitido ir a nenhuma parte só Imagine que os professores sempre fazem perguntas tolas como "Que cor é esta?" ou " Mostra-me o teu nariz" mesmo quando você já tem 18 anos.
Imagine que as suas tentativas de fazer algo sempre são interrompidas por pessoas que fazem por você.
Imagine que está doente e ninguém se dá conta.
Imagine que você ouve as pessoas constantemente discutirem o que você pode ou não pode fazer.
Imagine que você é um adulto, porém todos se referem a você como uma criança.
Imagine que as pessoas estão sempre dizendo o que fazer, porém nunca conversam com você.
Imagine que as pessoas só esperam condutas inapropriadas de você Imagine que a você não é permitido tomar, sequer, a menor decisão pessoal.
Este é o mundo das pessoas com retardo severo, autismo e problemas de condutas.
Judith LeBlanc
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Vaga para Professor com deficiêcia opõem Procuradoria e Universidade Federal de Minas
A lei 8.112, de 1990, assegura às pessoas portadoras de deficiência a reserva de até 20% das vagas oferecidas no concurso. O reitor diz, porém, que "invariavelmente as vagas ofertadas são inferiores a cinco [por concurso], razão pela qual fica impossibilitada a reserva de vagas para deficiente físico". A Procuradoria contra-argumenta que a fragmentação das vagas em vários editais é uma "estratégia perversa para driblar a obrigação legal", porque impede aplicar a regra matemática que assegura o direito das pessoas com deficiência à reserva destinada por lei.
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
sábado, 3 de outubro de 2009
Libras
A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de que em Portugual usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem ítens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação.
Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa Língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção às variações praticadas em cada unidade da Federação.
* Fonte: Wikipédia
http://www.libras.org.br/libras.php
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Braile
O inventor: Lois Braille
Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Louis Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo. Em 1829, publicou o seu método braille.
L. Braille perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris.
Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo.
Em 1829, publicou o seu método. O sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do tato.
A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.
L. Braille morreu de tuberculose, em 1852, ano em que seu método foi oficialmente adotado na Europa e América.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/
Alfabeto Braile

http://www.laramara.org.br/portugues/index.php
http://www.fundacaodorina.org.br/
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Editorial sobre a inclusão total
Não se pode promover uma inclusão escolar plena a qualquer preço e por decreto, até à custa da extinção das escolas especiais do País, como se isso fosse a garantia de que as pessoas com deficiências teriam ali a verdadeira educação inclusiva. A escola especial funciona legalmente amparada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em vigor. Extingui-la não garante o sucesso da inclusão, tampouco a qualidade da educação devida às pessoas com deficiência. Segundo dados do próprio Ministério da Educação (MEC) - Censo Escolar de 2007 -, apenas 18% das escolas públicas no Brasil têm banheiros adaptados a deficientes, 12% possuem rampas e acessos adequados e só 13% oferecem salas de recursos para atendimento educacional especializado. Ora, se essas escolas não têm acessibilidade para pessoas com deficiências físicas, como atenderão ainda pessoas com deficiência visual e auditiva, que precisam de bibliotecas e materiais suficientes na linguagem Braile e professores intérpretes na linguagem Libras? E que tipo de atendimento uma pessoa com deficiência mental terá numa escola comum? Dos 25,5 milhões de pessoas com deficiências no Brasil (IBGE-2000), as Associações de Pais e Amigos do Excepcional (Apaes) do Brasil atendem menos de 400 mil. O MEC deveria conhecer melhor as escolas especiais e o tipo de atendimento que é oferecido.
As escolas especiais educam para o trabalho na educação profissional, a custo zero para o governo federal - não existe nenhum financiamento ou apoio do governo na área -, as pessoas com deficiências intelectuais. Esse atendimento especializado é feito em turmas de cinco ou seis alunos, para que se possa atender às reais necessidades de cada um. Qual será a qualidade do ensino/aprendizado de alunos com deficiências intelectuais inseridos em salas do ensino comum com 30 a 40 alunos?
As famílias estão preocupadas, pois fazer uma inclusão radical poderá comprometer a qualidade de vida, porque as pessoas com comprometimentos mais severos poderão não se adaptar, e sem mais escolas especiais essas pessoas não terão espaços para ser atendidas. Além disso, no Brasil não há um programa de governo que atenda as pessoas com deficiências sem família ou abrigo. Várias Apaes no Paraná já mantêm casas abrigos para essas pessoas, mesmo sem apoio governamental. Esperamos, assim, a mudança no teor da resolução do CNE, deixando como opção também a escola comum, e a família escolherá o melhor espaço para seus filhos. São necessárias sensibilidade e coerência do ministro Haddad antes de homologar o parecer, pois milhares de famílias estão angustiadas e apreensivas com o futuro de seus filhos.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
MEC vai rever resolução sobre educação inclusiva.
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) é a favor da Educação inclusiva, mas acredita que processo de inclusão deve ser gradual. "Nós não queremos atropelar esse processo que está em construção."
terça-feira, 28 de julho de 2009
Parecer sobre a inclusão.
ANTÔNIO GOIS da Folha de S.Paulo, do Rio
"Há muito a avançar no atendimento na rede pública, mas estamos melhorando e cabe à sociedade cobrar mais.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Um pouco sobre o autismo.
O autismo pode aparecer em comorbidade com outra síndrome como por exemplo síndrome de Tourette, Transtorno Obsessivo Compulsiva (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH) ou mesmo a Síndrome de Donw.
Existem muitos mitos em torno da questão do autismo e um deles é que eles se "isolam no seu próprio mundo" e isso não é verdade, pois o que ocorre com muitas crianças autistas é o fato deles não conseguirem iniciar e manter um diálogo ou uma brincadeira com outras crianças.
sábado, 20 de junho de 2009
Inclusão da pessoa com Deficiência Visual.

Estudos recentes revelam que alunos com deficiências visuais utilizam a audição, o tato, e a memória com uma exatidão igual ou superior às pessoas que não apresentam deficiência alguma.
Mesmo o braile não sendo ainda amplamente conhecidos muitos professores de escolas regulares trabalham com alunos portadores de deficiência visual e podem contar com cursos de braile e assim tomar conhecimento de um mundo de possibilidades para auxiliar os alunos em seus estudos.
No cotidiano escolar o trabalho com alunos que são deficientes visuais tem ficado cada dia menos impossível. Com o avanço da tecnologia o professor que tem alunos deficientes visuais em salas regulares pode contar com diferentes recursos para auxiliar na comunicação escrita desses alunos, como é o exemplo de softwars como o Dosvox e o Braile Fácil.
No caso o Dosvox é um sistema computacional, baseado no uso intensivo de síntese de voz, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se destina a facilitar o acesso de deficientes visuais no uso dos computadores. O aluno precisa aprender a memorizar as teclas e funções dos teclados dos computadores.
Este programa proporciona uma maior independência e uma motivação aos alunos com deficiência visual e é significativo tanto no estudo, trabalho ou na interação com outras pessoas.
Já o programa Braile Fácil permite que a criação de uma impressão braile sendo uma tarefa muito rápida e fácil, que possa ser realizada com um mínimo de conhecimento da codificação braille. O aluno usa o teclado dos computadores assim como usa as teclas da maquina de escrever em Braile, (As 6 teclas dos pontos em braile e a tecla do espaço) e na tela do computador aparece a escrita normal e a escrita em braile.
Mesmo com o avanço da tecnologia e com uma maior facilidade de aquisição (uma vez que os dois programas são gratuitos e disponíveis na internet) existem equipamentos pouco acessíveis ainda como é o caso das máquinas de escrever em Braile que custa cerca de R$2.000,00 e da impressora braile que custa cerca de R$4.000,00. Isso dificulta e muito a democratização das formas de comunicação escrita dos deficientes visuais.
Quanto às escolas, ainda apresentam muitas barreiras arquitetônicas como falta de corrimão nas escadas, ambientes não sinalizados (em braile), buracos e degraus com os quais os alunos deficientes visuais precisam conhecer muito bem para não se acidentar. As adaptações de ambientes não são caras, e propiciam uma maior autonomia dos alunos portadores de deficiência visual.
Nenhuma mudança é fácil, requer tempo de aceitação, atitude e empenho por todas as partes, mas no universo educacional as mudanças são necessárias para acabar com as demagogias e que se promova os direitos de acesso e permanência a todos os alunos.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Este vídeo fala da educação inclusiva e citas as escolas municipais, como no caso do município de Cacoal (RO). Observamos que o movimento da inclusão está presente em vários estados brasileiro.
Deficiências

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
Mario Quintana (escritor gaúcho nasceu em 30/07/1906 e faleceu em 05/05/1994 ).
terça-feira, 2 de junho de 2009
Educação Especial como matéria obrigatória nos cursos superiores.
Apenas alguns cursos como é o caso da Pedagogia e da Educação Física contam com matérias como educação especial ou educação física adaptada.
O oferecimento de disciplinas sobre educação especial não é uma coisa tão impossível de acontecer, pois em nosso país existem muitos grandes professores de ensino superior qualificados para lecionar a disciplina de educação especial nos cursos de graduação e oferecer uma boa bagagem teórica para os futuros professores, além de contarmos com inúmeras instituições de educação especial, bem como escolas estaduais e municipais para a realização dos estágios curriculares obrigatórios (ou também como matérias optativas) e assim, também, conhecer e vivenciar um pouco mais do cotidiano da educação especial e da inclusão do alunos com necessidades especiais nas escolas regulares.
Preparar o profissional da educação para trabalhar com todos os tipos de alunos e conhecer e vivenciar a diversidade dos alunos brasileiros pode ser menos complicado do que se imagina. E pode ainda proporcionar o que toda a legislação assegura: Uma educação democrática, inclusiva e qualificada a todos os alunos, sem distinções.



